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Pesquisa de campo entre os índios Wayana do Alto Rio Maroni, no sul da Guiana Francesa (1999-2002).

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Esta pesquisa resultou na tese de doutorado “Os Wayana e os viajantes: construindo imagens em dupla mão" (2004), Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/FFLCH da Universidade de São Paulo.

Resumo: As imagens sobre os Wayana resultam, em grande parte, das inúmeras viagens empreendidas ao seu encontro, registradas a partir do século XIX até os dias de hoje. Situados em uma tríplice fronteira (Suriname, Guiana Francesa e Brasil), os Wayana, em cada região, estabeleceram relações particulares com o mundo que os rodeia. Esse estudo focaliza os Wayana do alto Maroni (GF) e busca investigar tanto a construção das imagens sobre eles, quanto as imagens por eles construídas, nos encontros com os grupos com os quais interagem (Brancos, Negros Marrons, Crioulos, Europeus e demais sociedades indígenas). A pesquisa se pauta em dois eixos: 1. na análise de documentos visuais sobre os Wayana (iconográficos, fotográficos e fílmicos) tanto produzidos por mim, durante o campo (1996-2002), quanto por outros pesquisadores e viajantes; 2. na análise das práticas e representações wayana que configuram suas relações de alteridade. Da mesma forma que os Wayana e os grupos com quem se relacionam não formam mundos separados (a mistura é estruturante da construção da identidade), as visões que se têm dos Wayana e que esses elaboram dos Outros configuram espaços de comunicação, de intersecções e resistências, misturas e limites, ou seja, construções de imagens em mão dupla.


Apoio: CAPES e FAPESP, projetos temáticos : “Sociedades Indígenas e suas fronteiras na região sudeste das Guianas”. Coordenação: Dominique T. Gallois e Lux B. Vidal/ NHII-USP; “Alteridade, Expressões do Mundo Sensível e Construções da Realidade”. Coordenação: Sylvia Caiuby Novaes.
Apoio: LISA ( www.lisa.usp.br)


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